segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Polícia Civil, um sonho perdido

Existem inúmeras razões que podem motivar uma pessoa a querer se tornar um policial. Eu, particularmente, decidi me tornar um policial por 2 motivos: primeiro, por desejar exercer uma profissão que fosse ao mesmo tempo nobre e importante e, segundo, queria um trabalho que proporcionasse ação e não fosse rotineiro, pois pode parecer insano, mas gosto do perigo e de correr riscos. Quando me inscrevi e fui aprovado no concurso de 2003 para o cargo de Detetive da Polícia Civil, achei que estava entrando para uma profissão assim, para um órgão policial de verdade. Achei que seria Detetive, um investigador.

No item 1.1 (Descrição sumária das atividades) do edital do concurso, dizia:

"Detetive é o servidor policial que tem a seu cargo a investigação e coleta de elementos para elaboração de inquéritos e processos sumários, policiamento preventivo especializado, cumprimento de mandados, escolta de presos e investigação sobre paradeiros de pessoas desaparecidas (Art. 70 da Lei nº 5.406, de 16 de dezembro de 1969 - Lei Orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais)."

Fui enganado! Até acabou-se com o cargo de Detetive, mudando a denominação para Agente de Polícia. Preferia muito mais o termo Detetive, que delimitava melhor a especialidade da função e nos correlacionava com os Police Detectives das outras forças policiais do mundo. Agente é um termo muito genérico e que costuma ser referenciado aos agentes federais.

Pode-se dizer, pelo menos sob meu ponto de vista, que a Polícia Civil já não é mais um órgão policial de verdade. As delegacias foram transformadas em cartórios. "Você vai numa delegacia e o que menos vai encontrar são policiais correndo atrás de criminosos. Eles ficam lá batendo carimbo e preocupados com prazos e procedimentos legais. Há um formalismo que não tem nada a ver com o problema criminal." (comentário realizado pelo sociólogo Claudio Beato, diretor do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança da UFMG em entrevista com o jornal Folha de São Paulo em 10/11/2008.)

Os governantes ainda só estão preocupados com números e não com a qualidade do serviço. Realiza-se muito mais em termos de quantidade, voltando-se para as atividades internas de intimar, ouvir e remeter o mais breve possível o procedimento à justiça, do que se empenhar na qualidade dos serviços externos de investigações, investigação de campo.

Nos distritos, as delegacias operacionais, normalmente têm cerca de 800 a 1000 inquéritos em trâmite, sem contar as centenas de REDS (Registros de Eventos de Defesa Social) e de TCOs (Termos Circunstanciados de Ocorrência). Os poucos policiais civis ocupam a maior parte do tempo atendendo ao público para registrar suas ocorrências, na grande maioria das vezes tratando-se de simples perda de documentos ou de objetos que não é motivo para gerar uma investigação, redigindo e protocolando documentos e deslocando-se para realizar intimações ou encaminhar inquéritos e outros expedientes à outras unidades. Os trabalhos ficam por conta dos escrivães ou dos agentes desviados de sua função que irão apenas ouvir os relatos e depoimentos, reunir as informações e encaminhar ao poder judiciário. Pois é, acabaram-se as cadeias nas delegacias e os policiais civis deixaram de tomar conta de presos para tornarem-se "office boys" da justiça. Não há investigação. Investigação mesmo, havendo levantamento, coleta de evidências, campanas nos locais de ocorrências de crime, cruzamento de informações, filmagem ou fotografia, escuta, etc.: nada.

Nas delegacias especializadas é ainda pior, pois, só no caso da homicídios, são geralmente 80 inquéritos, ou seja, 80 homicídios, para cada agente, por mês. E todos com prazo. É praticamente impossível de se investigar corretamente. Muitos acabarão não sendo investigados se acumulando.

Atualmente, quase que a totalidade das prisões realizadas, principalmente durante os plantões, são feitas pela Polícia Militar através de ocorrências ou até mesmo por meio de investigações realizadas pela inteligência desta (P2). Difícil ver uma prisão feita por uma investigação iniciada e concluída pela própria Polícia Civil.

Algumas vezes há sim uma certa investigação que gera uma operação policial e que acaba resultando na prisão de criminosos. Mas pode apostar que houve um interesse particular ou pressão política ou social para isso. Outras vezes há uma pequena operação, para fazer propaganda sabe, mostrar a comunidade que a polícia "está trabalhando" e que geralmente não resulta em prisão nenhuma, afinal não houve levantamento, não houve investigação. Foi só pra inglês ver.

Por outro lado, em várias unidades de apoio tático da PC e em determinadas unidades administrativas, os policiais civis sofrem com o tédio. Ficam ociosos grande parte do tempo e são impedidos ou não têm competência para investigar nem um mísero furto que esteja acontecendo frequentemente próximo às suas unidades.

Acabou aquele tira bom de serviço que só vivia nas ruas ou dentro da viatura. Que estava atento a tudo que ocorresse nas ruas. Que tendo vários informantes, sabia quase tudo. Aquele que virava as noites e ficava altas horas da madrugada de campana para saber o que um suspeito estava aprontando ou iria aprontar. Que estava pronto a qualquer hora do dia ou da noite pro que der e vier, para uma operação ou para fazer uma prisão. Aquele polícial 24 horas que não tinha medo de "bronca", que não tinha medo de nada. Que, orgulhoso do distintivo, gritava: "POLÍCIA! PERDEU, PERDEU. MÃOS NA CABEÇA E ENCOSTA NA PAREDE. A CASA CAIU, TÁ PRESO!"

Hoje o tira bom é aquele servidor, preferencialmente submisso, que entende de informática ou o polícial de escritório, nos moldes do funcionário público: cumpridor de horário, que chega à repartição exatamente às 08:30h; senta-se em frente à mesa ou ao computador; permanece ali o dia inteiro, pausando de vez em quando para tomar um café ou bater um papo; pára ao meio-dia em ponto para o almoço; retorna pontualmente as 14h; senta-se denovo na mesa ou no computador, pausando novamente para os coffee breaks; até dar 18:30h para ir embora o mais rápido possível do entedioso trabalho. Trabalho depois do expediente, nem pensar! Este, passou a ser o servidor ideal para a polícia. E se um destes, sei lá, que possui um espírito policial, se deparar com uma situação e resolver fazer uma prisão. Ao levar o suspeito para a delegacia, mesmo não tendo agido com abuso algum, mesmo tendo executado o procedimento de forma legal, ainda pode não contar com apoio e ouvir um monte de broncas de seu chefe por "estar dando trabalho".

Não estou dizendo que queria o retorno daquela polícia antiga e obsoleta que só apurava tudo através da tortura, no pau de arara. Isso não é investigação. Alguns ainda dizem que assim se apurava muitos crimes e que só desse jeito é possível apurá-los. Mas qualquer um que esteja sob tortura vai inventar qualquer coisa, dizer até o que não fez, simplesmente para se livrar do sofrimento. É verdade, que em certas situações extremas, repito, EXTREMAS, a lei é incompetente e ineficaz. E para solucionar isso é necessário atuar fora da lei. Vai me dizer que você não agiria de forma ilícita para pegar um criminoso que matasse um filho seu ou estuprasse sua mulher e ficasse impune? Não se trata de vingança, e sim de punição. Mas, como eu disse, tratam-se de situações extremas e raras. E mesmo assim, aquele que o fizer estará correndo o risco de ser responsabilizado por seus atos. Agora a prática cotidiana de tortura ou da arbitrariedade policial é sim totalmente condenável.
 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Nome Órgão 17 CIA PM IND/12 RPM POLICIA MILITAR

Sd todo machucado,com ponto na boca e fizeram apf de homicídio culposo,  ainda foi falado que não tinha problema pq a justiça militar desqualificaria.  Pq não constata ação legítima então?
E querem ciclo completo? Se com todos os indícios de  legitima defesa não tomam a atitude correta, o procedimento legal!? Covardia ou incompetência?
Foda,o pm tá todo quebrado e preso no quartel até agora.
Homicídio nele e lesão nos 4 vagabundos
Tnc.


Anexos
Histórico
QUANDO EM APOIO AO REDS DE Nº 2016–003353435–001, DURANTE A UMA INTERVENSÃO POLICIAL EM QUE OS MILITARES, SD ISWALDO E SD ELIAS, ATUAVAM NA CIDADE DE BELA DE VISTA DE MINAS, DEVIDO AO ATENDIMENTO DE UMA SOLICITAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE PERTUBAÇÃO DO SOSSEGO ORIUNDA DE SOM AUTOMOTIVO, QUE ESTAVA SENDO PROMOVIDO POR UM GRUPO DE RAPAZES QUE SE ENCONTRAVAM EM VIA PÚBLICA, ESTES DESOBEDECERAM A ORDEM DOS MILITARES E INVESTIRAM CONTRA ELES COM A INTENÇÃO DE AGREDI-LOS, SENDO NECESSÁRIO QUE O MESMO RECUASSE E SOLICITASSE REFORÇO POLICIAL DA CIDADE DE JOÃO MONLEVADE/MG. COM A NOSSA PRESENÇA NO LOCAL OS INDIVÍDUOS CONTINUAVAM A PROMOVER ALGAZARRAS E SOM ALTO E AO SEREM NOVAMENTE ADVERTIDOS, INVESTIRAM CONTRA TODOS OS POLICIAIS MILITARES PRESENTES, COM SOCOS, CHUTES E EMPURRÕES, SENDO NECESSÁRIOS O USO DE TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO E ALGEMAÇÃO PARA A CONTENÇÃO DOS MAIS EXALTADOS. UM DOS CONTENDORES, O CIDADÃO DE NOME HEBERT MENDES CARNEIRO AO SER ABORDADO PELO SD ISWALDO, ESTE SAIU CORRENDO DO LOCAL NA TENTATIVA DE FUGA, TENDO O MESMO POLICIAL MILITAR SAÍDO EM SEU ENCALÇO E AO SER ALCANÇADO, O MILITAR FOI VIOLENTAMENTE CERCADO POR UM GRUPO DE UNS 07 (SETE) RAPAZES QUE O JOGARAM AO SOLO E DESFERIRA-LHE CHUTES, SOCOS E GOLPES CONHECIDO COMO “GRAVATA” NO PESCOÇO, QUE FOI APLICADA PELO CIDADÃO DE NOME HEBERT. SEGUNDO O AUTOR (SD ISWALDO) E AS TESTEMUNHAS RICARDO NUNES ROSA E FERNANDO NONATO DE ALCÂNTARA O CIDADÃO HEBERT, APROVEITANDO QUE O MILITAR SE ENCONTRAVA MEIO ATORDOADO E ESTANDO SE ATRACADO JUNTO AO SOLO, RETIROU ARMA DE FOGO DO COLDRE DO MILITAR E TENTOU APODERAR DA MESMA, SENDO QUE NESTE INSTANTE O MILITAR CONSEGUIU TAMBÉM SEGURAR A ARMA NA MÃO DO SEU AGRESSOR, MOMENTO ESTE QUE A ARMA FOI DISPARADA A ERMO. TODA ESSA AÇÃO FOI MUITO RÁPIDA E QUANDO OS DEMAIS MILITARES FORAM EM SOCORRO AO SD ISWALDO, JÁ DEPARAM COM O MESMO CAÍDO AO SOLO COM O ROSTO ENSANGUENTADO E MEIO ATORDOADO, SEGURANDO A ARMA DE FOGO NA MÃO E DE IMEDIATO ESTE RELATOR PEGOU A ARMA E PROVIDENCIOU SOCORRO MEDICO PARA O MILITAR. SEGUNDOS DEPOIS OS POLICIAIS FORAM ABORDADO PELA SRª CRISTIANE MENDES, QUE ALEGOU QUE UM INDIVIDUO HAVIA SIDO BALEADO E QUE JA ESTAVA SOCORRENDO EM SEU VEICULO PARTICULAR PARA O HOSPITAL MARGARIDA NA CIDADE DE JOÃO MONLEVADE. A VITIMA TULIO BRAIAN FOI ATINGIDA POR UM DISPARO DE ARMA DE FOGO NA REGIÃO DO ABDOME E APOS INTERVENÇÃO CIRÚRGICA, ENCONTRA-SE INTERNADA NO CENTRO DE TRATAMENTO INTENSIVO (CTI). O SD ISWALDO SOFREU LESÕES CORTO CONTUSO NO LÁBIO SUPERIOR, NA TESTA E HEMATOMAS PELO CORPO. DIANTE EXPOSTO, FOI RECOLHIDA A ARMA DO MILITAR COM 01 CARREGADOR CONTENDO 14 (QUATORZE) MUNIÇÕES INTACTAS E MAIS 01 CARREGADOR RESERVA CONTENDO 12 (DOZE) MUNIÇÕES INTACTAS, COMO TAMBÉM FOI DADO VOZ DE PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO AO AUTOR (SD ISWALDO) SENDO APRESENTADO A VOSSA SENHORIA PARAS AS DEMAIS PROVIDENCIAS.

Fonte: Blog da Renata

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Manifestação dos integrantes da Segurança Pública contra o atraso e parcelamento dos salários dos servidores


Acabou agora a pouco a manifestação dos servidores da Segurança Pública de Minas Gerais contra o atraso e o parcelamento dos salários.


No início do mês passado (janeiro) o Governo anunciou o parcelamento do salários de todos os servidores do estado, obedecendo um calendário, conforme o valor líquido a ser recebido. 

Veja como ficou o parcelamento:
  • Servidores com vencimentos de até R$ 3 mil – o que correspondem a 75% do funcionalismo – vão receber integralmente no 5º dia útil de cada mês, sendo nos dias 5 de fevereiro, 7 de março e 7 de abril.
  • Quem tem o salário de até R$ 6 mil, que corresponde a 17% do funcionalismo, vai receber R$ 3 mil no dia 5 de fevereiro e o restante no dia 12. Em março, os pagamentos serão feitos nos dias 7 e 11. Em abril, os vencimentos serão em 7 e 12.
  • Os servidores que têm o salário maior que R$ 6 mil, que correspondem a 8% do funcionalismo, vão receber R$ 3 mil no dia 5 de fevereiro, R$ 3 mil em 12 e o restante no dia 16. Em março, os pagamentos serão nos dias 7, 11 e 16. Em abril, os servidores vão receber nos dias 7, 12 e 15.

Após a tentativa frustrada de negociação da Classe de servidores da Segurança Pública (Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros Militar e Agentes Prisionais) com o governo, os servidores marcaram uma assembleia geral que ocorreu na tarde desta terça-feira.

A manifestação que se iniciou na Praça da Assembleia Legislativa, contou com vários policiais da ativa e aposentados, de todos os órgãos da segurança pública. Depois do discurso de autoridades políticas e representantes das Associações e Sindicatos, os manifestantes se deslocaram pelas ruas da cidade até chegar à Praça da Liberdade. 

Segundo estimativa participaram da manifestação aproximadamente 3 mil servidores.

Veja as fotos:















   

quinta-feira, 2 de julho de 2015

CÂMARA APROVA EM 1º TURNO REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL EM CRIMES HEDIONDOS

Deputados aprovaram redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes como estupro, sequestro e latrocínio

image: http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/img201507021859413931MED.jpg
Sessão extraordinária destinada a continuar as votações da PEC da maioridade penal (PEC 171/93)

Após nova votação, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2), a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos(estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O texto aprovado é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE) à proposta de emenda à Constituição da maioridade penal (PEC 171/93). Foram 323 votos a favor e 155 contra, em votação em primeiro turno. Os deputados precisam ainda analisar a matéria em segundo turno.

A emenda deixa de fora da redução da maioridade outros crimes previstos no texto rejeitado na quarta-feira, como roubo qualificado, tortura, tráfico de drogas e lesão corporal grave. O texto anterior era umsubstitutivo da comissão especial que analisou a PEC.

Estabelecimentos diferentes
Mantém-se, porém, a regra de cumprimento da pena em estabelecimento separado dos destinados aos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis. A União, os estados e o Distrito Federal serão responsáveis pela criação desses estabelecimentos diferenciados.

Por outro lado, o dispositivo que impedia o contingenciamento de recursos orçamentários destinados aos programas socioeducativos e de ressocialização do adolescente em conflito com a lei não consta da emenda aprovada.

Para o deputado Efraim Filho (DEM-PB), a redução da maioridade penal atende ao clamor das ruas. “A população não se sentiu representada pelo resultado da votação de ontem. O que mais recebi foram mensagens de pessoas dizendo que deputado anda com segurança, não é assaltado e, por isso, não se preocupa com a violência”, afirmou.

Um dos autores da emenda aprovada, o deputado Andre Moura ressaltou a necessidade de coibir a participação de jovens em crimes. “Em momento algum afirmamos que vamos resolver o problema da segurança do País, mas vamos dar limites para esses marginais disfarçados de menores”, disse.

Já a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), opinou que a proposta continua ampla. “Basta mudar a lei de crimes hediondos e se volta tudo [o que estava previsto no texto rejeitado ontem]”, criticou.

Nova votação - A decisão de votar uma emenda com conteúdo semelhante ao texto derrotado na madrugada de quarta-feira gerou polêmica em Plenário. PT, PDT, Psol, PSB e PCdoB lançaram mão de instrumentos de obstrução para impedir a votação da proposta e criticaram a nova votação. Os deputados estão dispostos a ir à Justiça contra a emenda.

Muitas críticas foram voltadas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) disse que o presidente estava tentando mudar o resultado de ontem. “Temos uma decisão proferida pela Casa que, se não agrada, vossa excelência coloca em votação até a vontade de vossa excelência prevalecer”, afirmou.

O presidente reagiu. “A Presidência não admite a falta de respeito que está sendo dirigida à Mesa. O deputado tem todo o direito de questionar, se contrapor às decisões da Presidência, recorrer e até ir ao STF, como alguns de vocês têm ido sem êxito. Agora, não se dá o direito de desrespeitar a Presidência”, disse.

Questionamentos - Os parlamentares, no entanto, insistiram que o Plenário estaria repetindo a votação de ontem para impor um novo resultado. “O debate de mérito foi feito ontem e nós vencemos”, ressaltou o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

O deputado Alessandro Molon (PT-SP) também criticou a nova votação. “Qualquer um que vença vossa excelência [o presidente da Câmara] vence por, no máximo, uma noite. Porque se encerra a sessão e vossa excelência passa a madrugada articulando a derrota da proposta vencedora”, afirmou.

Vários deputados fizeram menção à votação da reforma política, quando a proposta que permitia o financiamento empresarial para candidatos e partidos foi derrotada na madrugada, mas uma nova emenda permitindo o financiamento apenas para partidos venceu a votação no dia seguinte.

Legalidade da votação - Eduardo Cunha rebateu as críticas e defendeu a legalidade na votação da emenda, com respaldo regimental. "Eu acho muita graça que os deputados, alguns do PT, quando eu dei interpretações em matérias do governo, como o projeto da desoneração, as medidas provisórias do ajuste fiscal, ninguém reclamava que a interpretação poderia ser duvidosa. Agora, quando é matéria do interesse deles, de natureza ideológica, eles contestam. Eles têm dois pesos e duas medidas", disse Cunha.

A decisão do presidente teve o aval do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), que também defendeu a nova votação amparado em uma decisão do ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O PSDB também minimizou as críticas. Para o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), o presidente já tinha avisado que a votação da maioridade não tinha se encerrado na noite de ontem. “Não houve nenhuma novidade. Todos sabiam que, se o substitutivo da comissão especial não fosse aprovado, as demais emendas seriam. O processo legislativo continua”, disse.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) também afirmou que já viu esse tipo de votação ser feita no passado, sem questionamento regimental.

Lista de crimes - Confira os crimes que sujeitarão os jovens de 16 a 18 anos a serem julgados como adultos:

* Crime Pena Lei - Homicídio doloso 6 a 20 anos Código Penal
* Homicídio qualificado - 12 a 30 anos Código Penal
* Homicídio com grupo de extermínio - 8 a 30 anos Código Penal
* Lesão corporal seguida de morte - 4 a 12 anos Código Penal
* Latrocínio - 20 a 30 anos Código Penal
* Extorsão seguida de morte - 24 a 30 anos Código Penal
* Sequestro (e qualificações) - 8 a 30 anos Código Penal
* Estupro (e qualificações) 6 a 30 anos Código Penal
* Estupro de vulnerável (e qualificações) - 8 a 30 anos Código Penal
* Epidemia com resultado de morte - 20 a 30 anos Código Penal
* Alteração de produtos medicinais - 10 a 15 anos Código Penal
* Favorecimento de prostituição ou exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável - 4 a 10 anos Código Penal
* Genocídio - 12 a 30 anos Código Penal e 2.889/56

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Blog do Cb Júlio

sábado, 27 de junho de 2015

Traficantes armados com fuzis renderam policiais da UPP do Morro do Fallet

Seis traficantes armados com fuzis renderam sete policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Fallet, no Catumbi, no fim da tarde desta sexta-feira. A informação foi passada por policiais e moradores da comunidade. Os bandidos teriam mandado os PMs sentarem no chão e xingado os agentes, que tiveram as pistolas recolhidas pelo bando. Segundo policiais, os criminosos só devolveram as armas, sem munição, após receberem ordens dos líderes da facção Comando Vermelho (CV) que, de dentro de uma unidade prisional do estado, mandaram que nenhum PM fosse morto e que as pistolas fossem entregues.


Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que o comando das UPPs determinou a abertura imediata de uma averiguação para apurar denúncia de invasão a uma das bases de apoio da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro. O comunicado confirmou a ação do Bope na favela e ressaltou que nenhum armamento foi roubado e que não houve ataque à base da UPP. Os traficantes do Fallet são investigados em um inquérito da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) há um ano. 
Segundo testemunhas, os traficantes subiram pela mata até a base avançada Campo do Capitão. A ação criminosa mobilizou moradores e outros policiais militares que, em mensagens pelo WhatsApp do DIA (98762-8248) , relataram que houve tentativa de resistência dos PMs da UPP. “Muitos tiros agora no Fallet, policiais encurralados”, escreveu um morador.

“Prioridade, toda a polícia no Fallet”, enviou um PM em mensagem de voz pedindo ajuda para os colegas. Moradores também relataram que aulas foram suspensas e crianças liberadas e que, depois da ação de bandidos, houve confronto no local.

Após devolverem as armas dos policiais, os traficantes teriam mandado um recado pelos policiais rendidos ao comando da unidade: “Nós é que mandamos aqui”.  Em resposta ao ataque, a PM enviou o Bope, que ocupou o morro. O policiamento na comunidade foi reforçado também com homens do Grupamento de Intervenções Táticas da UPP, além de agentes de outras unidades.

Homens do 5º BPM (Praça da Harmonia) realizaram, já no início da noite de ontem, um cerco na Avenida Almirante Alexandrino para que os suspeitos não conseguissem escapar da ação no morro pela mata e chegassem à Zona Sul.

terça-feira, 23 de junho de 2015

PM's trocam tiros com bandidos em cruzamento

     
Policiais militares se depararam com uma ocorrência onde dois criminosos tentaram assaltar um motoqueiro, que acabou baleado pelas costas. Em seguida os criminosos reagiram a voz de prisão atirando nos policiais. Os dois bandidos foram baleados. Nenhum policial se feriu.

Fonte: Blitz Digital

Defeito na IMBEL MD5 faz arma disparar



http://blitzdigital.com.br/index.php/tec-menu/1075-defeito-na-pistola-imbel-md5-faz-arma-disparar

Fonte: Blitz Digital


No momento
Confirmado
Viatura da PF foi alvejada
Segundo info de militares da TM do 39 levaram um celular do pf
Isso mesmo
Troca de tiros intensa neste momento na Vila Itaú, atrás do Itaú Power Shopping
Vila Itaú
Fizeram contato com o Fernando chefe de lá e exigiram a apresentação do autor dos disparos, da arma usada nos disparos e do celular do pf
A PM foi lá pra resgatar os PF's
Viatura da PF foi levar uma intimação a um M5 de lá e os pilas cercaram os PF's e sentaram o metal
A Gloriosa PMMG foi resgatar os irmãos da POLÍCIA FEDERAL! ��
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

DEP. CABO JÚLIO APRESENTA PL QUE ISENTA SERVIDOR DE PAGAR POR DANOS EM VIATURAS.


Outro Projeto de Lei (PL) protocolizado na tarde desta segunda-feira (15/06), pelo Deputado Estadual CABO JÚLIO, vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi o PL em que isenta o servidor da área de segurança pública e da defesa social de ressarcir ao Estado quando em acidente automobilístico na forma culposa.

O objetivo do PL é isentar o condutor de veículos de urgência/emergência de arcar com os prejuízos causados ao Estado, quando na ocorrência de acidente automobilístico, desde que não seja causado de forma intencional "dolosa".

Constatado, através de processo administrativo/judicial, que o dano foi causado no exercício da atividade funcional (estrito cumprimento do dever legal), ficará isento de indenizar ao Estado o prejuízo causado.

CABO JÚLIO argumenta que os policiais que estão no exercício da função não podem ser responsáveis pelo pagamento de despesas decorrentes de acidentes.

"O ato de dirigir gera, por si só, um ônus maior do que aos demais agentes, sendo que os motoristas não recebem nenhuma gratificação para exercer a atribuição dupla, de exercer suas atividade e a de motorista", conclui CABO JÚLIO.



Fonte: Blog do Cb Júlio

terça-feira, 16 de junho de 2015

Muito serviço!

Equipe Tático Móvel da Septuagésima Companhia da Polícia Militar, sediada em Juiz de Fora realiza várias apreensões no decorrer dos meses de Maio e Junho. Foram recuperadas duas motocicletas tomadas de assalto, apreendido cerca de vinte e cinco quilos de maconha, traficantes e foragidos da justiça foram presos. A população de Juiz de Fora agradece aos bravos militares pelo empenho mesmo diante das adversidades encontradas como cerão no horário de folga devido a demora na delegacia para receber os flagrantes, e a justiça que não colabora e logo põe estes infratores da lei de volta nas ruas para novamente cometerem crimes. De qualquer forma "é bom saber que alguém ainda acredita que se pode fazer de nossa cidade um lugar melhor para se viver." Palavras de um morador da região atendida pela 70ª Cia PM.
Abaixo fotos das apreensões realizadas pela equipe TM composta pelo Cb Haber, Sd Horta e Sd Wilian e ainda Ten Júlio Cesar, Cb Otoni,Cb Roberto, Cb Edson, Sd Nojosa que participaram da apreensão das drogas. Parabéns à todos e continuem assim. Nossa comunidade agradece!